Após doação eleitoral, 13 mil beneficiários do Bolsa Família são convocados para atualizar dados

02052016_bolsa_famliaNesta quinta-feira, 3 de novembro, o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário convocou 13 mil beneficiários do Bolsa Família que tiveram o pagamento suspenso em outubro. O bloqueio foi feito após cruzamento de dados do Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que identificou doações eleitorais incompatíveis com a renda declarada por eles.
O levantamento revelou indícios de contradição em doações de campanha feitas por 16 mil beneficiários. Desse total, o ministério identificou 3 mil pessoas que já haviam sido excluídas do programa por não se enquadrarem mais nas regras. Os demais 13 mil terão agora que atualizar os dados cadastrais para ter o benefício desbloqueado.
Os beneficiários do Bolsa Família não são proibidos de fazer doações de campanha, mas, segundo o   ministério, o repasse tem que ser coerente com a renda declarada pelas famílias no Cadastro Único. De acordo com a pasta, há indícios de uso indevido dos Cadastros de Pessoa Física (CPFs) dos cadastrados no programa por terceiros.
NotificaçãoAs famílias que tiveram o benefício do Bolsa Família suspenso foram notificadas por mensagem no extrato de pagamento e terão seis meses para fazer a atualização cadastral no setor responsável pelo programa nos Municípios. É necessário apresentar documentação de toda a família e o comprovante da doação eleitoral, se for o caso.
Quem não apresentar justificativa nesse prazo terá o benefício cancelado e quem não se enquadrar mais nos critérios do programa será desligado. Nos casos de pessoas que não fizeram doação de campanha, mas tiveram o CPF incluído entre os doadores, é preciso comunicar o erro à gestão do Bolsa Família no município em que reside.
Agência CNM, com informações da Agência Brasil
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