‘Se estivesse armado, teria atirado’, diz assaltante alvo de ’selfie’ no ES


 
Preso após tentar assaltar um rapaz, ser imobilizado e ter se tornado alvo de uma 'selfie', o suspeito de assalto Elivan de Almeida, de 18 anos, disse estar arrependido. Em entrevista ao jornal A Gazeta, o assaltante alegou que precisava de dinheiro para pagar aluguel.
O instalador de ar condicionado, de 19 anos, reagiu a um assalto, imobilizou o criminoso e tirou uma 'selfie' com o assaltante, Elivan de Almeida, enquanto aguardava a chegada da polícia. O caso aconteceu na noite de terça-feira (5), em Paul, Vila Velha, na Grande Vitória. A polícia chegou ao local e encaminhou o suspeito ao Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) do município. Ele foi transferido para o Centro de Triagem de Viana.
Elivan demonstrou revolta sobre a fotografia feita pelo rapaz assaltado. Ele classificou a atitude como "uma palhaçada" e disse ter se sentido humilhado. Caso encontrasse a vítima novamente, ele garantiu que pediria desculpas. "Eu falaria que estou arrependido, até mesmo porque não vou ver o meu filho nascer. Espero que ele me perdoe. Também espero que minha mulher me perdoe. Dessa vez, eu vou mudar. Peço que ela me espere. O diabo que colocou isso na minha cabeça", disse.
Vítima imobiliza criminoso e faz selfie (Foto: Acervo Pessoal)
Vítima imobiliza criminoso e faz selfie
(Foto: Acervo Pessoal)
Apesar do arrependimento, ele alega que, caso estivesse armado, teria atirado na vítima. "Eu vi ele na rua e 'fui fazer a fita'. Ele viu que eu não estava armado e reagiu. Se eu estivesse armado, ele tinha tomado um tiro", declarou.
Autuado por tentativa de roubo, o jovem contou que a mulher está grávida. "Eu estava precisando e necessitado. Estou com uma filha para nascer. Eu precisava do dinheiro para pagar o aluguel. A minha mulher mora comigo e está grávida de três meses", alegou.
Segurança
A Polícia Militar orienta a população a não reagir a assaltos. A atitude do rapaz que fez a selfie é considerada arriscada. A Polícia Civil também alerta os cidadãos. "O bem material pode ser recuperado posteriormente. Deve-se evitar fazer movimentos bruscos e, assim que possível, ligar para o 190 comunicando o fato", orienta o delegado Josemar Sperandio, da Delegacia Patrimonial.
* Com colaboração de Victor Muniz, do jornal A Gazeta.
 
 

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