Alunos do Câmpus de Araruna apresentam espetáculo sobre conhecimento em Física e Astronomia


Estudantes do curso de Física do Câmpus VIII da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), localizado em Araruna, encenaram na terça-feira (30), como trabalho final do componente curricular “Espaços Não Formais de Ensino”, a peça teatral “Uma viagem pelo céu”, que apresentou conhecimentos da Física e da Astronomia por meio de um enfoque histórico.
Na peça, dirigida especialmente a crianças, um cenário de céu estrelado deu espaço para uma instigante conversa sobre Física e Astronomia entre uma avó carinhosa e uma neta curiosa. De forma dinâmica, as duas receberam a visita de seis personagens importantes da história da Ciência, entre eles Galileo Galilei, Isaac Newton e Albert Einstein, que explicam suas contribuições para o entendimento do universo.
O texto da peça integra uma dissertação de mestrado em Ensino de Ciências, da Universidade de São Paulo (USP), de autoria de Silvia Helena Carvalho. Para a professora Alessandra Brandão, doutora em História da Ciência e responsável pelo trabalho, não é mais possível formar professores das áreas científicas sem discutir e experimentar novas formas de ensino. “O ensino formal sozinho não tem dado conta dos desafios nessa área, sendo necessário pensar novas vias para discutir o conhecimento científico”, acrescentou.
viagem2Segundo a docente, a escolha do teatro para encerrar a discussão proposta pela disciplina foi dos próprios estudantes e isso é bastante significativo, uma vez que demonstra que os mesmos percebem a importante junção entre Ciência e Arte. “Nessa experiência específica, analisamos os diálogos propostos originalmente e alteramos trechos que poderiam causar distorções na visão do que realmente aconteceu na construção do trabalho científico daquele momento”, acrescentou.
Um trabalho semelhante foi realizado pela mesma docente, só que desta vez na turma concluinte da Licenciatura em Ciências da Natureza, que fez a leitura dramática da peça “Copenhagen”, de autoria de Michael Frayn. A peça apresenta algumas possíveis versões da misteriosa conversa entre os físicos quânticos Nils Bohr e Werner Heisenberg, ocorrida em 1941, em plena Segunda Guerra mundial, momento em que se buscava a construção da bomba atômica. Para a professora Alessandra, a peça é uma rica oportunidade de se discutir sobre o papel social da ciência.
“O estudo dessa única peça permite, de forma prazerosa, discussões filosóficas tradicionalmente complexas de se abordar em sala de aula”, apontou a professora, acrescentando que “o ensino de ciências em espaços não formais tem se mostrado uma importante aliada do ensino formal na luta pela diminuição do analfabetismo científico em que nossa sociedade se encontra”.

Redação com UEPB
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