Telexfree URGENTE: Interventor da Telexfree declara que empresa é pirâmide


O interventor nomeado pela Justiça americana para cuidar da massa falida da Telexfree nos Estados Unidos afirma que a empresa era usada para promover um grande esquema de pirâmide financeira e que não tem intenção de reorganizar os negócios da companhia. A declaração foi enviada à Corte de Massachusetts, onde tramita uma ação civil pública contra os envolvidos no suposto esquema de US$ 1,2 bilhão (quase R$ 3 bilhões).

Segundo o administrador Stephen Darr, investigações preliminares feitas nas contas da corporação apontam que os donos da Telexfree, Carlos Wanzeler e James Merrill, tocavam sem dúvida um esquema Ponzi.
Ele ainda esclarece que os empresários usavam o marketing multinível e a venda de VoIP para mascarar o golpe financeiro. Menos de 1% da receita da empresa, de acordo com o Darr, foi obtida com a comercialização dos produtos de telefonia. Devido a essas apurações, a recuperação judicial da Telexfree pode ser encerrada a qualquer momento parar dar lugar a um processo de liquidação de empresas.
Stephen Darr é um consultor financeiro escolhido, em junho passado, pelo Departamento de Justiça de Boston, para acompanhar o pedido de falência da Telexfree.
“Com base na informação disponível ao agente fiduciário, os investidores iniciais foram pagos não com a venda de serviços de VoIP, mas, sim, com o dinheiro dos investidores posteriores, evidenciando, assim, um esquema Ponzi / pirâmide clássico”, disse Darr.
As revelações sobre a insustenbilidade da companhia são respostas a questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a SEC. O interventor diz que, além dos proprietários da Telexfree, outras seis pessoas citadas na ação civil pública aberta pela SEC na Corte Federal de Massachusetts trabalharam para que a fraude se expandisse. Um dos participantes citados como idealizadores do esquema fraudulento é Sanderley Rodrigues.
As declarações de Darr sobre a inevitável liquidação da Telexfree são um banho de água fria nos associados da companhia em todo o mundo. No Brasil, principalmente, os divulgadores, como são chamados os investidores do negócio, nutriam a esperança de que a empresa retornaria.
A Telexfree tem sede em Massachusetts, nos Estados Unidos, e é representada no Brasil pela empresa Ympactus Comercial, registrada em Vitória, no Espírito Santo.
Nos EUA, a empresa foi bloqueada em 17 de abril deste ano, quatro dias depois de ter pedido concordata na Justiça de Nevada, alegando dever milhões de dólares para mais de 100 mil pessoas.
A pedido da SEC em Massachusetts, que já investigava a Telexfree, o processo de recuperação judicial foi transferido de Las Vegas para Boston, onde a Comissão de Valores Mobiliários poderia acompanhar, como um cão de guarda, a definição da falência.
No Brasil, a companhia está bloqueada desde junho do ano passado e teve por duas vezes o pedido de recuperação judicial negado.
Os advogados da Telexfree no Brasil foram procurados para comentar o andamento dos processos contra a empresa nos Estados Unidos, porém, eles disseram ainda não ter conhecimento das declarações do interventor.
Em vídeo, diretor afirma que Brasil deveria ser como EUA
Na última terça-feira, o dono Ympactus, Carlos Costa, em vídeo publicado no Youtube afirmou que a Telexfree merecia no Brasil o mesmo direito, que conseguiu nos Estados Unidos, de tentar recuperar os negócios por vias judiciais.
A declaração do empresário foi feita após o Ministério Público do Acre juntar uma cópia do processo dos Estados Unidos à ação civil pública que tramita na Justiça brasileira. Segundo a promotora do caso, Alessandra Marques, o documento foi anexado apenas para conhecimento e não modificará o andamento do processo no Brasil.
Carlos Costa condenou a atitude do MPAC e disse que a entrega do documento foi feita já na reta final da auditoria. “A perícia não foi capaz de provar que a empresa é uma pirâmide financeira em 60 dias. Pediram mais quatro meses para avaliar todos os documentos... E vem o Ministério Público colocar um documento que nos daria o total direito de nos defendermos de tudo ali que é feito de acusação… Se ela [juíza] vier a aceitar tal documento dentro do nosso processo, nos dá o direito de colocarmos dentro desse processo, através de uma tradução juramentada, o Chapter 11, a recuperação judicial nos Estados Unidos. Afinal de contas, nós temos os mesmos direitos” (sic).

Fonte Araruna Online 
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