Cientistas recriam vírus da gripe espanhola para estudar combate a novas doenças


Cientistas americanos da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em Seattle, coletaram amostras do corpo infectado de uma mulher congelada no Alasca, EUA, para recriar os oito genes da variante do vírus influenza responsável por causar a peste que ficou conhecida como "gripe espanhola", responsável pela morte de quase 50 milhões de pessoas durante a Primeira Guerra Mundial.
O vírus, considerado de altíssima periculosidade, poderia contaminar uma pessoa saudável e matá-la em menos de uma semana, destruindo seu tecido pulmonar e causando hemorragia.
Os pesquisadores utilizaram ratos para comparar os resultados obtidos a partir da criação do vírus em laboratório. Os animais foram infectados com três tipos de vírus: o primeiro de uma gripe comum, o segundo com dois genes da gripe espanhola, e o terceiro com 5 genes do vírus mortal. Os infectados com o vírus da gripe espanhola adoeceram rapidamente, falecendo em pouco tempo.
"Reunidos, nossos resultados indicam que as respostas de inflamação intensificada e morte celular podem contribuir para as severas taxas de infecção e morte causadas pelo vírus da gripe espanhola", afirmaram os autores.
Estudos realizados com os corpos dos animais mortos comprovaram que a membrana do pulmão, o epitélio, foi rapidamente destruída pelo devastador vírus, o que causou hemorragia e bronquite, resultando, em menos de 24 horas, na morte do animal após a infecção.
Os responsáveis pelo projeto disseram que a recriação se deu para estudo da letalidade do vírus e para o desenvolvimento de vacinas para novos tipos de gripe. Eles também afirmaram que suas experiências não trazem nenhum perigo, pois estão sendo realizadas em laboratórios especiais. A tese, no entanto, é criticada por outros cientistas, que afirmam que recriar um vírus tão letal é um risco muito grande para a humanidade.

Fonte Araruna 1

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