Paciente do Ortotrauma de Mangabeira espera há quatro meses por cirurgia

Falta de medicamentos e médicos plantonistas, além da demora para uma cirurgia para implantar uma placa no fêmur. Esse é um problema recorrente no Complexo Hospitalar Municipal Governador Tarcísio de Miranda Burity (Ortotrauma), em Mangabeira, segundo o paciente Elias Ferreira de pontes, 47 anos. Ele quebrou o fêmur em setembro do ano passado e há 117 dias (quase 4 meses), está internado para implantar uma placa especial na perna. Segundo ele, outros pacientes tiveram problema semelhante e conseguiram cirurgia só após contato e por manter vínculo de amizades com a direção.
O agricultor Elias Ferreira de Pontes teve paralisia infantil e há 7 anos quebrou a perna esquerda em três pedaços. Ele precisou colocar uma placa e esse procedimento foi realizado no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (HETSHL), na Capital. No entanto, no dia 22 de setembro do ano passado caiu após sair de seu carro em sua casa, na cidade de Pedras de Fogo, Litoral Sul da Paraíba. Ele foi encaminhado para o Complexo Hospitalar, em Mangabeira.
“O médico ortopedista Carlos Augusto Rava, que me atendeu, solicitou uma unidade da placa bloqueada anatômica para fêmur proximal. Além de 12 parafusos. Ele disse que deveria ser essa placa porque eu já tinha uma e essa era mais resistente. O médico se negou a fazer com outra placa. A direção veio conversar comigo com uma proposta. Só que eu fiz uma contraposta dizendo que não irei fazer se não for com essa placa especial”, comentou.
Ainda de acordo com o paciente, essa placa bloqueada anatômica extraoficialmente está custando R$ 80 mil, fora os parafusos. No último domingo, o agricultor contou que recebeu uma visita de uma mulher de pouco mais de 50 anos que disse que a mãe também quebrou o fêmur há 15 dias e que já havia feito a cirurgia. “Ela disse que conseguiu mais rápido a cirurgia por interferência de amizades com a diretoria. A placa custou R$ 106 mil. Me parece que era de titânio. Isso revolta porque estou desde setembro”, ressaltou. Elias Ferreira de Pontes revelou que faltam medicamentos e médicos de plantão. “Quatro dias de 13, faltaram médicos, o que prejudicou muitos pacientes que não receberam alta no dia indicado. Na virada de ano não tinha médico. Domingo também não teve”, pontuou.

Fonte Portal Correio
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