Moradores denunciam devastação em reserva da Mata Atlântica no Castelo Branco

A área de preservação permanente localizada nas imediações do Hospital Universitário Lauro Wanderley, no Castelo Branco, em João Pessoa, está sendo destruída. O lixo é despejado desde as margens da via que circunda a área de Mata Atlântica até o interior da reserva, onde são depositados restos de construção, aparelhos eletrônicos, lâmpadas fluorescentes, podas. Um rio, cuja nascente fica dentro da mata, está sendo poluído por esgotos. Além destes crimes ambientais, um grupo de moradores do bairro Castelo Branco denunciou a destruição de uma área de alagamento entre os rios Timbó e Jaguaribe à Ouvidoria do Município. A Prefeitura teria se comprometido de retirar o lixo e barrar a destruição, mas, segundo os denunciantes, até agora, nada foi cumprido.
“Temos um laudo da prefeitura, da ouvidoria, para ver construções irregulares que estão fazendo. É um absurdo. Estão colocando aterro no cruzamento entre os rios Timbó e Jaguaribe. Quando as denúncias começam, a ação irregular para. Quando a coisa fica mais tranquila, eles voltam. São casas que estão sendo construídas ali”, denunciou a dona de casa Regina Negreiros. Aquela área, segundo ela, fica alagada no período chuvoso e é ponto de desova de jacaré. “Esta é uma denúncia antiga. Vemos passar caminhões, tratores ilegalmente. Falamos com a Sudema (Superintendência de Desenvolvimento do Meio Ambiente), Semam (Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa). A Prefeitura diz que ali é área de risco e ficou de fazer também a limpeza, porque a mata recebe lixo com frequência, restos de construção, de galinha”, disse.
Regina explicou que, junto com outros moradores, elaborou uma denúncia formal que foi encaminhada à Ouvidoria do Município. A reclamação se desmembrou em três, envolvendo a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), Sedurb e a Sudema. Esta última cumpriu sua parte, colocando placas demarcando que a área é de preservação permanente. “A Sedurb disse que era área de risco, até porque é ponto de alagamento, mas não houve ação. E a Emlur informou que em dezembro faria a limpeza da área. Não fez”, relatou.

Fonte Portal Correio
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