Calçadas de João Pessoa têm buracos, declives, barras de ferro e barracas


As calçadas de João Pessoa, definitivamente, não estão preparadas para garantir acessibilidade à população. Declives, buracos, desníveis, placas, vasos, barras de ferro e até barracas são alguns obstáculos que complicam a circulação de pedestres em todos os bairros da cidade.
As consequências da falta de planejamento urbanístico afetam a vida de todos e podem causar acidentes graves. O problema é antigo, assim como as promessas de melhorias. E a população, cansada de esperar, não acredita mais em solução que justifique os altos impostos cobrados.
Com mobilidade limitada, os idosos estão entre os que mais sofrem ao sair de casa. O aposentado João Estevão da Silva, 78, tem artrose e, por isso, sente muita dificuldade para andar. Em um episódio, ocorrido há cerca de três anos, ele sofreu uma queda no Centro de João Pessoa e teve problemas sérios por conta disso.
“A calçada estava toda esburacada e eu levei uma queda feia. Bati a cabeça e fiquei com um coágulo no cérebro que precisou ser operado. Por conta disso, faço fisioterapia até hoje”, lamentou.
Para ele, o ideal seria a padronização das calçadas, e a prefeitura ficaria responsável por consertar os danos, evitando que a situação chegasse ao ponto que está hoje. “Fico pensando: se eu, que consigo andar, sofro com isso, imagine um cadeirante ou uma pessoa que não enxerga”, observou.
Ao caminhar pela Avenida Treze de Maio, no Centro, ele lamentou as condições das calçadas na via, cheia de buracos e degraus.
Na parte baixa do bairro do Roger, quem mora na Rua Pedro Ulisses tem uma dificuldade ainda maior. Além das calçadas, que em cada casa possui um nível de altura, a via é uma ladeira estreita, que torna impossível a circulação de cadeirantes.
“Um senhor que mora aqui perto usa cadeira de rodas e ele não sai de casa, porque não consegue controlar a cadeira. Mas, todo mundo se sente incomodado. Eu tomo conta do meu neto, de oito meses, e tenho muita dificuldade em carregá-lo andando pela calçada. Se for para a rua, tem o risco de um acidente. É preciso ter muito cuidado”, afirmou a dona de casa Luzinete Cardoso, 55.

Fonte Portal Correio
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