VIOLÊNCIA URBANA: bandidos tomam mais três motos por assalto em menos de 24h em Campina Grande

VIOLÊNCIA URBANA: bandidos tomam mais três motos por assalto em menos de 24h  em Campina Grande
 Como se não bastasse o crescente número de acidentes de motos registrados em Campina Grande e região, os proprietários desses veículos se deparam com outro problema. O roubo de motos virou rotina na cidade e tem crescido de forma assustadora na região polarizada por Campina Grande nos últimos meses. Os proprietários circulam com medo pela cidade, principalmente porque as motocicletas possuem seguros muito caros e quase impossíveis de se contratar.

Em média, 50 motos são roubadas por mês em Campina Grande e cidades do Compartimento da Borborema. A Polícia suspeita da existência de uma quadrilha especializada nesse tipo de crime. A PC acredita que muitas das motos roubadas também são usadas para assaltos em estabelecimentos comerciais da cidade, ou vendidas no interior do Estado. Isso porque, em quase 99% dos assaltos praticados a panificadoras, postos de combustíveis, farmácias e outros estabelecimentos, os bandidos usam motos.

Nas últimas 24h por exemplo, foram registrados três roubos de motos, número inferior ao da última quarta-feira (18), quando foram roubadas cinco moto. No primeiro caso desta quinta, a jovem Ruth operadora de telemarketing ao chegar à sua casa no bairro do Presidente Médici foi abordada por 3 indivíduos armados. O segundo roubo aconteceu no Centro da cidade, quando um moto-taxista teve sua moto CG125 levada às 02h43 por um bandido que estava armado com uma pistola.

O terceiro roubo aconteceu em outro ponto da cidade quando o proprietário de uma moto Broz Luciano Dantas foi cercado por dois bandidos a pé em frente a Sab do bairro do Bodocongó e teve sua moto levada. Até o momento nenhuma moto foi recuperada pela polícia.

Para o mototaxista Geraldo Monteiro, fica difícil trabalhar com tantos assaltos. “A gente precisa encerrar o trabalho mais cedo, as vezes atender apenas a clientes fixos para evitar que sejamos roubados. Mas ao mesmo tempo isso diminui a nossa renda. É muito complicado” completa Geraldo. Já o mototaxista Luiz da Silva, morador de Vila Cabral de Santa Terezinha diz que tem medo de trabalhar principalmente a noite. “É um trabalho de risco principalmente quando a gente pega um passageiro estranho” relatou ao PBAgora.

Levantamento da área de Prevenção de Perdas da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), divulgado recentemente revela um dado alarmante: a Paraíba teve a segunda maior alta de roubos de veículos, com quase 40% entre janeiro e junho.

E os bandidos não têm mesmo dado trégua em Campina Grande. Na noite da última quinta-feira (19), um bando assaltou às 20h42 uma residência no bairro da Santa Cruz, do funcionário público Carlos Alex de 40 anos. Da localidade os 3 criminosos levaram três televisores de 30 polegadas, um tablete, um notebook, 5 celulares, joias e R$ 2500 em espécie. Depois fugiram em um veículo Pampa.

Outro assalto a pessoas ocorreu no distrito de São José da Mata em Campina, no posto da Cagepa às 20h de onde a bandidagem levou dos funcionários um notebook e R$ 900 em espécie.

PBAgora
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