Radialista que teve carro incendiado em protesto estima perda de R$ 6 mil

Carros foram incendiados durante protesto no Centro do Rio, na segunda-feira (17) (Foto: Alexandre Durão/G1)

Grupo de radicais ateou fogo no veículo de Fabrício Ferreira
Manifestação reuniu cerca de 100 mil pessoas nas ruas do Centro.

O radialista Fabrício Ferreira, que teve o carro incendiado por um grupo de manifestantes radicais durante o protesto que reuniu mais de cem mil pessoas no Centro do Rio, na segunda-feira (17), disse que estima um prejuízo de R$ 6 mil. Ele contou que o veículo não tinha seguro e que no interior dele ainda haviam lingeries comercializadas pela sua mulher, conforme mostrou a Globo News nesta terça-feira (18).

"Meu carro era um Ford Versailles 93, era antigo e não tinha seguro. Ainda dentro do carro tinha lingerie, que é um material que eu trabalho com a minha mulher e estava dentro da mala. Eu eu ainda estou pagando o carro e o prejuízo estimado é de mais ou menos, junto com a lingerie de R$ 6 mil", relatou o radialista da Rádio Tupi, que acrescentou ainda que assistiu toda a destruição do andar em que trabalhava:

"Infelizmente eu assistir a tudo. Eu estava no 34º andar do edifício número dez da Rua da Assembleia que é logo ali do lado. Eles circularam o carro, depois viraram ele de ponta cabeça e logo a seguir, tacaram fogo. Eu costumo parar ali porque ficava bem perto, já que eu saio do trabalho meia-noite", completou.


"Pelo que estava vendo a violênia era muito grande contra os policiais na escadaria da Alerj, contra o patrimônio público e contra o patrimônio privado. Se eu descesse para tentar tomar partido, quem iria sofrer era eu", contou Fabrício, que disse também que está tendo ajuda de amigos: "O bom dessa história toda é que os amigos estão se manifestando para me ajudar. O bom é saber que os amigos se importam com a gentee eu creio que vai dar tudo certo e que tudo vai ser ressarcido através dos amigos. Só estou em dúvida se vou colocar na Justiça ou não. Ainda estou pensando sobre isso", concluiu o radialista Fabrício Ferreira.

Cenário de devastação
Na manhã desta terça-feira (18),  o cenário de devastação que toma conta do Centro do Rio assusta quem chega para trabalhar. O G1 foi ao local e constatou a destruição que um grupo de manifestante deixou na região histórica da cidade.


O vandalismo aconteceu após um grande e pacífico protesto tomar as ruas do Centro do Rio no fim da tarde e na noite desta segunda-feira. Uma minoria radical atacou prédios públicos e comerciais e deixou um rastro de destruição.

Feridos
Quatro pessoas feridas durante o protesto continuavam internadas na manhã desta terça-feira . No total, oito manifestantes ficaram feridos, mas quatro haviam recebido alta até as 11h.
Uma das vítimas, cuja família não permitiu a divulgação de sua identidade, foi baleada na barriga, passou por uma cirurgia e tinha estado de saúde estável, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.


Além dele, outras duas pessoas continuavam internadas no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. Leandro Silva dos Santos foi atingido na perna por um tiro de borracha e estava em observação e Gleison de Oliveira teve fraturas na perna e estava no setor de ortopedia. Outras oito pessoas foram liberadas durante a madrugada.

Já Bruno Alves dos Santos estava em observação, com estado de saúde estável e sem previsão de alta no Hospital Federal do Andaraí, de acordo com o Ministério da Saúde. Policiais militares também ficaram feridos durante o ato, mas, até as 11h30, a assessoria da PM não havia informado quantos permeneciam internados.


Treze presos
O protesto terminou com um grupo de radicais destruindo prédios públicos e privados e agredindo policiais militares. Ao todo, 13 pessoas foram presas em flagrante e encaminhadas para a 5ª DP (Mem de Sá).

Por volta de 10h, três delas continuavam na delegacia, enquanto as outras pagaram fianças entre R$ 700 e R$ 3 mil e assinaram um termo de fiança para serem liberadas. Eles vão responder por formação de quadrilha, furto e receptação. Com o grupo, os policiais encontraram pedras, máscaras, estiletes, uma garrafa de álcool gel e uma mala com mercadorias roubadas, incluindo 13 pares de chinelos.

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